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Published by evertonlopes2012, 2020-04-03 15:17:03

O Segundo Sexo - Simone de Beauvoir

O Segundo Sexo - Simone de Beauvoir

140 Aux fontaines du désir. 141 La Possession de soi-même. 142 Le Solstice de juin. 143 Aux fontaines du désir. 144 Em Aux fontaines du désir. 145 Aux fontaines du désir. 146 Em Le Solstice de juin. 147 “Reclamamos um organismo que tenha poder d iscricionário para deter tudo o que julgue ser nocivo à qualidade humana francesa. Uma espécie de inquisição em nome da qualidade humana francesa.” (Le Solstice de juin.) 148 De Les Jeunes filles. 149 Le Solstice de juin. 150 Le Solstice de juin. 151 Escreve em Le Solstice de juin. 152 Em Mulheres amorosas. 153 Mulheres amorosas. 154 De Mulheres amorosas. 15 5 De Filhos e amantes. 156 De Mulheres amorosas. 157 158 No Prefácio ao Amante de Lady Chatterley. 159 Fantasia do inconsciente. 160 Fantasia do inconsciente. 161 Ibid. 162 Ibid. 163 Ibid. 164 Fantasia do inconsciente. 165 Mulheres amorosas. Fantasia do inconsciente.


166 De Mulheres amorosas. 167 De Amantes e filhos. Em A serpente emplumada. 168 Com exceção de Paul, de Amantes e filhos, o mais vivo de todos. Mas é o único romance que nos mostra um aprendizado masculino. 169 Le Partage de midi. 170 Les Aventures de Sophie. 171 La Cantate à trois voix. 172 Conversations dans le loir-et-cher. 173 Le Soulier de satin. 174 175 L’Annonce faite à Marie. 176 Les Aventures de Sophie. 177 De L’Échange. 178 Les Aventures de Sophie. 179 L’Oiseau noir dans le soleil levant. 180 Le Soulier de satin. 181 Positions et propositions. 182 La Ville. 183 Le Soulier de satin. 184 Ibid. 185 L’Annonce faite à Marie. 186 La Jeune fille Violaine. 187 La Ville. 188 Le Soulier de satin. 189 Le Soulier de satin. 190 La Ville. 191 Le Pain dur. 192 La Ville.


193 Le Partage de midi. 1 94 La Cantate à troix voix. 195 La Cantate à trois voix. 196 La Cantate à trois voix. 197 Positions et propositions, II. 198 Le Soulier de satin. 199 Le Livre de Tobie et de Sarah. 200 Le Père humilié. 201 Le Soulier de satin. 202 Le Père humilié. 203 Feuilles de saints. 204 Le Soulier de satin. 205 Fauilles de saints. 206 Ibid. 207 Le Soulier de satin. 208 Positions et propositions, I. 209 Le Soulier de satin. 210 Le Père humilié. 211 De L’Otage. 212 La Ville. 213 L’Échange. 214 De L’Échange. 215 L’Otage 216 L’Otage. 217 Le Soulier de satin. 218 Ibid. 219 Ibid.


220 Ibid. 221 La Jeune fille Violaine. 222 Le Soulier de satin. 223 É de Breton o grifo. 224 Trata-se de um trocadilho intraduzível: “Ondina, janta-se” (N.T.). O grifo é de Breton. 225 O grifo é de Breton. 226 O grifo é de Stendhal. 227 Stendhal julgou de antemão as crueldades com que se diverte Montherlant: “Na indiferença que fa zer: O amor-prazer, mas sem os horrores. Os horrores 228 vêm sempre de uma alma pequena que precisa tranquilizar-se acerca de seus próprios méritos.” 229 Nadja. 230 Cf. Balzac, Physiologie du mariage: “Não vos inquieteis absolutamente com esses murmúrios, esses gritos, essas dores; a natureza fê-la para nosso uso, e para tudo aguentar: filhos, tristezas, pancadas e penas do homem. Não vos acuseis de dureza. Em todos os códigos das nações ditas civilizadas, o homem escreveu as leis que regulam o destino das mulheres sob essa epígrafe sangrenta: “Vae victis”Desgraçados sejam os fracos!” 231 Laforgue diz ainda a propósito da mulher: “Como a deixaram na escravidão, na ociosidade, sem outra ocupação nem arma senão o sexo, ela o hipertrofiou e tornou-se o Feminino... nós a deixamos hipertrofiar-se; ela está no mundo para nós... Pois bem! Tudo isso é falso... Com a mulher brincamos até agora de 232 boneca. Isso já durou demais!...” 233 Em novembro de 1948. 234 Breton, Arcane 17. 235 Rimbaud, Lettre à P. Demeny, 15 mai 1872. 236 Judith Gautier conta em suas recordações que chorou e definhou de tal maneira, quando a separaram de sua ama, que foi preciso reuni-las novamente. Só foi desmamada muito depois. 237 Esta teoria é proposta pelo dr. Lacan nos Complexes familiaux dans la formation de l’individu. Esse fato, de importância primordial, explicaria por que, no curso de seu desenvolvimento, “o eu conserva a figura ambígua do espetáculo”. 238 Em L’Orange bleue, Yassu Gauclère diz a propósito do pai: “Seu bom humor parecia-me tão temível quanto suas impaciências porque nada me explica o que o podia motivar... Incerta de seus movimentos de humor tanto quanto o fora dos caprichos de um Deus, eu o reverenciava com inquietação... Lançava 239 minhas palavras como se estivesse jogando cara ou coroa, perguntando-me que acolhimento lhes seria dado.” E mais adiante ela conta o seguinte caso: “Como um dia, depois de ter sido repreendida, começasse minha ladainha — mesa velha, escovão, forno, bacia, garrafa de leite, frigideira etc. —, mamãe ouviu e caiu na gargalhada. Dias depois, tente i utilizar a mesma ladainha para abrandar minha mãe que novamente havia me repreendido; triste ideia: em vez de diverti-la, só consegui redobrar sua severidade, o que me acarretou uma punição suplementar. Disse a mim mesma que a conduta dos grandes era 240 decididamente incompreensível.” 241 “...E já começava a exercitar a piroca que todos os dias suas governantas enfeitavam com lindos ramalhetes, fitas bonitas, belas flores, vistosas borlas, passando o tempo a alisá-la como se fosse um tubo de unguento e arrebentando de rir quando ela endurecia, como se a brincadeira lhes agradasse. Uma a chamava de meu batoquinho, outra de meu pinhão, outra de meu tronco de coral, outra de meu tampão, minha rolha, minha vari nha, meu boticão, minha verruma, meu penduricalho etc...” (Tradução de Aristides Lobo.) 242 A. Balint, La Vie intime de l’enfant; cf. vol. I, p.68-9. Ver vol. I, p. 80-2. Além das obras de Freud e Adler, existe sobre o assunto uma abundante literatura. Abraham foi o primeiro a emitir a ideia de que a menina considerava seu sexo como um ferimento resultante de uma mutilação. Karen Horney, Jones, Jeanne Lampt de Groot, H. Deutsch, A. Balint estudaram a questão de um ponto de vista psicanalítico. Saussure procura conciliar a psicanálise com as ideias de Pia get e Luquet. Ver também Pollack, Les Idées des enfants sur la différence des sexes. Citado por A. Balint.


243 “The genesis of castration complex in women”, The International Journal of Psycho-analysis, 1923-24. 244 Cf. Montherlant, Les Chenilles e Solstice de Juin. 245 Ver vol. I, primeira parte, cap. 2. 246 Em certos casos é, entretanto, manifesta. 247 Em O ondinismo. 248 Alusão a um episódio que contara anteriormente; tinham inaugurado, em Portsmouth, um mictório moderno para mulheres, que exigia posição vertical: todas elas saíam imediatamente após terem entrado. 249 O grifo é de Florrie. 250 “Psychogenèse et Psychanalyse”,Revue Française de Psychanalyse, 1933. 251 Cf. H. Deutsch, Psychology of Women. Ela cita também a autoridade de R. Abraham e J.H. Wram Ophingsen. 252 A analogia entre a mulher e a boneca mantém-se na idade adulta; em francês, refere-se geralmente a uma mulher como boneca; em inglês, uma mulher 253 enfeitada está dolled up. 254 Pelo menos em sua primeira infância. No estado atual da sociedade, os conflitos da adolescência poderão, ao contrário, exagerar-se com isso. 255 Há naturalmente bom número de exceções: mas o papel da mãe na educação d o filho homem não pode ser estudado aqui. 256 Jung, Os conflitos da alma infantil. Tratava-se de um irmão mais velho, fictício, que desempenhava papel importante em seus jogos. 257 “Sua generosa pessoa inspirava-me um grande amor e um medo enorme...” diz Mme de Noailles falando do pai. “Ele antes de tudo me espantava. O 258 primeiro homem espanta uma menina. Eu sentia bem que tudo dependia dele.” 259 É digno de nota o fato de que o culto do pai se encontre principalmente na mais velha das filhas; o homem interessa-se mais por uma primeira paternidade; muitas v ezes é ele quem consola a filha, como consola o filho quando a mãe é monopolizada pelos novos filhos, e a filha se apega ardentemente a ele. A caçula, ao contrário, nunca possui o pai sem partilha; ela tem em geral ciúmes dele e da irmã mais velha; ou ela se fixa nessa 260 primogênita que a complacência do pai reveste de grande prestígio, ou se volta para a mãe, ou se revolta contra a família e procura apoio fora. Nas famílias numerosas, a caçula encontra de ou tra maneira um lugar privilegiado. Naturalmente, numerosas circunstâncias podem motivar predileções singulares no pai. Mas quase todos os casos que conheço confirmam essa observação acerca das atitudes invertidas da mais velha e da mais jovem. 261 “Por outro lado, não sofria mais de minha incapacidade de verDeus porque conseguira desde pouco tempo imaginá-lo com os traços de meu falecido avô; essa imagem, na verdade, era mais humana do que divina; eu logo a divinizei separando a cabeça de meu avô do busto e colo cando-a mentalmente no fundo de um céu azul onde nuvens brancas lhe serviam de colar”, conta Yassu Gauclère em L’Orange bleue. Está fora de dúvida que as mulheres são infinitamente mais passivas, entregues ao homem, servis e humilhadas nos países católicos: Itália, Espanha, França, do que nos países protestantes; países escandinavos e anglo-saxões. E isso vem em grande parte de sua própria atitude: o culto da Virgem, a confissão etc, convida-as ao masoquismo. 262 Mon Bien-Aimé de ton premier sourire 263 Fais-moi bientôt entrevoir la douceur. Ah! laisse-moi dans mon brâlant délire, Oui, laisse-moi me cacher en ton coeur! Audry, Aux yeux du souvenir. Ao contrário das fantasias masoquistas de M. Le Hardouin, as de Colette Audry são do tipo sádico. Ela deseja que o bem-amado seja ferido, esteja em perigo, salva-o heroicamente, não sem o ter humilhado. É uma nota pessoal, característica de uma mulher que não aceitará nunca a passividade e


procurará conquistar sua autonomia de ser humano. 264 Cf. V. Leduc, L’Asphyxie; S. De Tervagnes, La Haine maternelle; H. Bazin, Vipère au poing. 265 Há exceção, por exemplo, em uma escola suíça em que meninos e meninas participando da mes ma educação mista, em condições privilegiadas de 266 conforto e de liberdade, se declaram todos satisfeitos; mas tais circunstâncias são excepcionais. Seguramente as meninas poderiamser tão felizes quanto os meninos; mas na sociedade atual não o são em verdade. 267 Cf. R. Wright, Filho nativo. 268 269 Cf. vol. I, p. 20-2. 270 Citado pelo dr. Liepmann em Jeunesse et sexualité. 271 “Cheia de repugnância suplicava a Deus que me concedesse uma vocação religiosa, que me permitisse não obedecer às leis da maternidade. E depois de ter longamente pensado nos mistérios repugnantes que, sem querer, escondia de mim mesma, fortalecida por tanta repulsa como por um sinal divino, concluía: a castidade é certamente minha vocação”, escreve Yassu Gauclère em L’Orange bleue. Entre outras, a ideia de perfuração a horrorizava. “Era isso então o que tornava terrível a noite de núpcias! Essa descoberta transtornou-me, acrescentando à repugnância que já sentia anteriormente o terror físico 272 dessa operação que eu imaginava extremamente dolorosa. Meu terror teria ainda aumentado se tivesse suposto que pela mesma via ocorria o nascimento, mas tendo sabido de há muito que os filhos nasciam no ventre da mãe, eu acreditava que dele se destacavam por segmentação.” 273 Descrevemos no vol. I, primeira parte, cap. 1, os processos propriamente fisiológicos d essa crise. 274 Stekel, A mulher frígida. 275 Ibidem. 276 Cf. os trabalhos de Daly e Chadwick, citados por H. D eutsch em Psychology of Women. 277 Monnier, Moi. 278 Traduzido po r Clara Malraux. 279 Fantasiada d e homem durante a Fronda, Mme de Chevreuse, após uma longa jornada a cavalo, viu-se desmascarada por causa das manchas de sangue na sela. 280 Cf. dr. Liepmann, Jeunesse et sexualité. 281 Trata-se de uma jovem pertencente a uma família berlinense miserável. 282 Citada também por H. Deutsch, Psychology of Women. 283 Salvo, bem entendido, nos casos bastante numerosos em que a intervenção direta ou indireta dos pais, ou escrúpulos religiosos, fazem disso um pecado. As meninas foram de vez em quando submetidas a perseguições abomináveis, sob o pretexto de livrar-lhes dos “maus hábitos”. 284 Stekel, A mulher frígida. 285 Liepmann, Jeunesse et sexualité. 286 Ibidem. 287 Cf. H. Deutsch, Psychology of Women, 1946. Monnier, Moi. Citada por H. Deutsch. Citado por Liepmann, Jeunesse et sexualité.


288 Je suis le petit carnet Gentil joli et discret Confie-moi tous tes secrets Je suis le petit carnet. 289 Citado por Debesse, La Crise d’originalité juvénile. 290 Citado por Marguerite Evard, L’Adolescente. 291 Segundo Borel e Robin, Les réveries morbides. Citado por Minkowski, La Schizophrénie. 292 Citado por Mendousse em L’Âme de l’adolescente. 293 Citado por Marguerite Évard, L’Adolescente. 294 Idem. 295 Liepmann, Jeunesse et sexualité. Nos corps sont pour leur corps un fraternel miroir, Nos lunaires baisers ont de pâles douceurs, Nos doigts ne froissent point le duvet d’une joue 296 Et nous pouvons quand la ceinture se dénoue Être tout à la fois dês amants et des soeurs. — L’Heure des mains jointes. Car nous aimons la grâce et la délicatessen 297 Et ma possession ne meurtrit pas tes seins… 298 Ma bouche ne saurait mordre âprement ta bouche. 299 — Sillages. 300 Cf. vol. II, primeira parte, cap. 4. Deutsch, Psychology of Women. Hardouin,La Voile noire. Stekel, A mulher frígida.


301 Cf. Ibsen,Solness, o construtor. 302 Colette, Sido. 303 Voltaremos a referir-nos aos caracteres singulares da mística feminina. 304 Citado por Debesse, La Crise d’originalité de l’adolescente. 305 Woolf, As vagas. 306 Cf. Sarn, de Mary Webb. 307 Vol. I, primeira parte, cap. 1. 308 A não ser que se pratique a excisão, comum entre certos povos primitivos. 309 Em francês, “ravir” tem tanto o sentido de seduzir,encantar,como o dearrebatar e tirar.(N.T.) 310 Verifica-se que o pênis artificial tem sido usado sem interrupção desde nossos dias até a Antiguidade clássica e mesmo anteriormente. Eis uma lista de objetos encontrados nestes últimos anos em vaginas ou bexigas e que só puderam ser extraídos por meio de operações cirúrgicas: lápis, pedaços de cera para selar cartas, grampos, bobinas, alfinetes de osso, modelador de cachos, agulhas de coser e de fazer tricô, estojos de agulhas, compassos, rolhas de cristal e de cortiça, velas, canecas, garfos, palitos, escovas de dentes, potes de pomada (em um caso citado por Schroeder o pote continha um besouro e 311 era portanto um substituto do rinutamajaponês), ovos de galinha etc. Os objetos grandes foram encontrados naturalmente na vagina de mulheres casadas (H. Ellis, Estudos de psicologia sexual,vol. I). 312 Em francês, “avoir quelqu’un” quer dizer ser mais esperto, ganhar, pegar na curva. E “baiser”, a palavra grosseira para o ato sexual. (N.T.) 313 Benda, Le Rapport d’Uriel. 314 Cf. A mulher frígida. Je suis femme, je n’ai pas droit à la beauté ...On m’avait condamnée aux laideurs masculines On m’avait interdit tes cheveux, tes prunelles 315 Parce que les cheveux sont longs et pleins d’odeurs. 316 Veremos adiante que pode haver razões de ordem psicológica que modificam sua atitude imediata. 317 Stekel, A mulher frígida. 318 Publicadas em francês com o título de Jeunesse et sexualité. 319 Cf. Minha vida 320 Sem dúvida a posição pode ser invertida. Mas nas primeiras experiências é extremamente raro que o homem não pratique o coito dito normal. 321 Physiologie du Mariage. No Bréviaire de l’amour experimental, Jules Guyot diz também do marido: “É o menestrel que produz a harmonia ou a cacofonia 322 com a mão e o arco. A mulher, desse ponto de vista, é realmente o instrumento de vá rias cordas que produzirá sons harmoniosos ou dissonantes segundo quem a afinou.” Cf. A mulher frígida. Juvenal. Todavia, ardendo de volúpia, retira-se ela esgotada, porém insatisfeita. (N.T.)


323 Lawrence viu muito bem a oposição entre essas duas formas eróticas. Mas é arbitrário declarar, como fez, que a mulher não deve conhecer o orgasmo. Se é um erro procurar provocá-lo a qualquer preço, é também um erro recusá-lo de qualquer maneira como faz D. Cipriano em Serpente emplumada. 324 Hardouin, La Voile noire. 325 Cf. J.-P. Sartre, L’Être et le Néant. 326 Uma mulher heterossexual tem facilmente am izade por certos pederastas porque encontra segurança e divertimento nessas relações assexuadas. Mas, em conjunto, sente hostilidade contra esses homens que, em si ou em outrem, degradam o macho soberano, transformando-o em coisa passiva. 327 É interessante notar que o código inglês pune a homossexualidade nos homens e não a considera um delito nas mulheres. 328 Audry, Aux yeux du souvenir. 329 330 Dalbiez, La Méthode psychanalytique et la doctrine freudienne. 331 Como no romance de Dorothy Baker, Trio, aliás muito artificial. 332 Colette, Ces plaisirs. Notre cœur est semblable en notre sein de femme Très chère! Notre corps est pareille ment fait Un même destin lourd a pesé sur notre âme Je traduis ton sourrire et l’ombre sur ta face Ma douceur est égale à ta grande douceur Porfois même il nous semble être de même race 333 J’aime en toi mon enfant, mona amie et ma sœur — Sortilèges. Viens, je t’emporterai comme une enfant malade Comme une enfant plaintive et craintive et malade Entre mes bras nerveux, j’étreins ton corps léger 334 Tu verras que je sais guérir et protéger Et que me bras sont faits pour mieux te protéger. Je t’aime d’être faible et calme entre mes bras Ainsi qu’um berceau tiède ou tu reposeras — L’Heure dês mains jointes.


335 Monnier, Moi. 336 Uma heterossexual que acredita — ou quer persuadir-se — que transcende com seu valor a diferença dos sexos terá às vezes a mesma atitude: Mme de Staël, por exemplo. 337 O Poço de solidão apresenta uma heroína marcada por uma fatalidade psicofisiológica. Mas o valor documentário desse romance é muito pequeno a despeito da reputação que teve. 338 Ver v ol. I. 339 Ver vol. I. 340 Essa evolução verificou-se de maneira descontínua. Repetiu-se no Egito, em Rom a, na civilização moderna; ver vol. I, segunda parte, História. 341 Daí o caráter singular da jovem viúva na literatura erótica. 342 Cf. vol. I. Encontra-se esta tese em são Paulo, nos padres da Igreja, em Rousseau, Proudhon, Auguste Comte, D.H. Lawrence etc. 343 Colette, La Maison de Claudine. 344 Cf. Leplae, Les Fiançailles. 345 Cf. Claire Leplae, Les Fiançailles. 346 Naturalmente o adágio “um buraco é sempre um buraco” égrosseiramente humorístico; o homem procura alguma coisa mais do que o prazer bruto; 347 entretanto, a prosperidade de certas casas de tolerância basta para provar que o homem pode encontrar satisfação com qualquer mulher. 348 Há quem sustente, por exemplo, que as dores do parto são necessárias ao desabrochar do instinto materno: corças que pariram sob o efeito de um anestésico teriam se desinteressado dos filhote s. Os fatos alegados permanecem muito vagos; e a mulher não é, em todo caso, uma corça. A verdade é que certos homens se escandalizam com que os encargos da maternidade sejam aliviados. 349 Ainda em nossos dias a pre tensão da mulher ao prazer suscita cóleras masculinas; a este propósito o opúsculo do dr. Grémillon, La Verité sur l’orgasme vénérien de la femme é um documento espantoso. O prefácio nos previne de que o autor, herói da guerra de 14-18, que salvou a vida de 54 prisioneiros 350 alemães, é um homem da mais alta moralidade. Atacando violentamente a obra de Stekel sobre a mulher frígida, declara entre outras coisas: “A mulher normal, a boa poedeira, não tem orgasmo venéreo. Numeros as são as mães (e as melhores) que nunca experimentaram o espasmo mirífico... As zonas erógenas, o mais das vezes latentes, não são naturais e sim artificiais. Orgulham-se com sua aquisição mas são estigmas de decadência...Diga-se tudo isso ao Homem do prazer, ele não o levará em consideração. Ele quer que sua companheira de turpitude tenha um orgasmo venéreo e ela o terá. Se não existe, será criado. A mulher moderna quer que a façam vibrar. Nós lhe respondemos: ‘Senhora, não temos tempo e isso nos é proibido pela higiene!’.. . O criador 351 das zonas erógenas trabalha contra si próprio: cria insaciáveis. A ‘vampira’ pode, sem cansaço, esgotar numerosos maridos... a ‘zoneada’ torna-se uma nova mulher com um novo estado de espírito, por vezes uma mulher terrível, capaz de ir até o crime... Não haverá neurose nem psicose se se estivesse persuadido de que fazer amor é um ato tão indiferente como o de comer, urinar, defecar, dormir...” 352 Em In vino veritas. 353 Reflexões sobre o casamento. 354 Ver vol. I, terceira parte, Os mitos. 355 “Ainda hoje em certas regiões dos Estados Unidos, os imigrantes de primeira geraç ão enviam o lençol ensanguentado à família que ficou na Europa como 356 prova da consumação do casamento”, diz o relatório de Kinsey. 357 Cf. La Maison de Claudine. 358 Stekel, Estados nervosos de angústia. Cf. La Nuit remue. Ver as observações de Stekel citadas no capítulo precedente. Cf. Psychology of Women. Nós a resumimos segundo Stekel:A mulher frígida.


359 Cf. Surles femmes. 360 Colette, La Vagabonde. 361 As vagas. 362 Bachelard, La Terre et les rêveries du repos. 363 Cf. Liasses, La Lessiveuse. 364 Cf. Agee, Let Us Now Praise Famous Men. 365 On joue perdant. 366 Jouhandeau,Chroniques maritales. 367 Leduc, L’Affamée. 368 Bachelard, La Terre et les rêveries de la volonté. 369 Cf. Too bad! A literatura do fim do século XIX situa de bom grado o defloramento no carro dormitório, o que é uma maneira de situá-lo em “parte alguma”. 370 Colette, La Maison de Claudine. 371 372 Janet, Les Obsessions et la psychasthénie. 373 Cf. Mauriac, Thérèse Desqueyroux. 374 Ève. 375 “Quando estava em casa de meu pai, ele dizia-me todas as suas maneiras de ver e eu tinha então as mesmas; e se tinha outras, escondia-as, pois ele não teria gostado disso... Das mãos de papai passei para as tuas... Tudo arranjavas como querias e eu tive o mesmo gosto ou fingi tê-lo; não sei bem; creio que houve as duas coisas, ora uma, ora outra. Meu pai e tu prejudicaram-me muito. É culpa vossa, se não fui capaz de nada.” 376 Helmer diz a Nora: “Acreditas que me sejas menos cara porque não sabes agir com tua própria cabeça? Não, não; basta que te apoies em mim; eu te aconselharei, eu te dirigirei. Não ser ia um homem, se essa incapacidade feminina, precisamente, não te tornasse duplamente sedutora a meus olhos... 377 Descansa bem e sossega: tenho asas bastante grandes para te proteger... Há para o homem uma doçura e uma satisfação indizíveis na plena consciência de ter perdoado a mulher... Ela torna-se assim, a um tempo, sua mulher e sua filha. É o que serás para mim doravante, pequeno ser desesperado e desnorteado. Não te preocupes com nada, Nora; fala-me tão somente de coração abe rto e eu serei ao mesmo tempo tua vontade e tua consciência”. 378 Cf. Lawrence, Fantasia do inconsciente:“Você deve lutar para que sua mulher veja em você um homem de verdade, um pioneiro de verdade. Ninguém é homem, se a mulher nele não vêum pioneiro... E deve lutar duramente para que sua mulher submeta, ao seu, o objetivo dela... Que vida maravilhosa então! 379 Que delícia voltar à noite para junto dela e encontrá-la ansiosa à sua espera! Que doçura voltar para casa e sentar-se ao lado dela... Como a gente se sente rico e pleno com todo o labor do dia nos rins pelo caminho da volta... Experimenta-se uma gratidão insondável pela mulher que o ama, que acredita na tarefa da gente.” 380 Jouhandeau, Chroniques maritales e Nouvelles chroniques maritales. 381 Pode haver amor dentro do casamento; mas então não se fala de “amor conjugal”; quando se pronunciam estas palavras, o amor está ausente; do mesmo modo quando se diz de um homem que ele é “muitocomunista” já se está dizendo que não é um comunista; um “homem muito honesto” é um homem que não pertence à simples categoria dos homens honestos etc. Cf. Jouhandeau, Chroniques maritales. Há, por vezes, uma colaboração verdadeira entre o homem e a mulher, colaboração em que os dois são igualmente autônomos: como, por exemplo, no caso do casal Joliot-Curie. Mas então a mulher, tão competente quanto o mar ido, larga o papel de esposa; as relações entre ambos não são mais de ordem conjugal. Há também mulheres que se valem do marido para atingir objetivos mais pessoais; escapam, assim, à condição de mulher casada.


382 Cf. Vol. II, segunda parte, cap. 3. 383 Scott, O retrato de Zélida. 384 G. Scott. 385 Les Causes du suicide. A observação citada aplica-se à França e à Suíça, mas não à Hungria nem ao Oldenburgo. 386 Ibsen, A casa de bonecas. 387 Cf. vol. I, p. 177 e segs., em que se encontrará um histórico da questão do controle de natalidade e do aborto. 388 Liepmann, Jeunesse et sexualité. 389 Deutsch, Psychology of Women. 390 A mulh er frígida. 391 N. Hale. 392 On joue perdant, “l’Enfant”. 393 Arthus, Le Mariage. 394 H. Deutsch afirma ter verificado que a criança nasceu realmente dez meses depois de concebida. 395 Cf. On joue perdant,“L’Enfant”. Cf. vol. I, primeira parte, cap. 1. 396 Citaram-me precisamente o caso de um homem que, durante os primeiros meses da gravidez da mulher — que no entanto ele amava pouco — apresentou 397 exatamente os mesmos sintomas de náusea, de vertigem e de vômitos que se observam nas mulheres grávidas. Traduziam evidentemente, de uma maneira histérica, conflitos inconscientes. 398 Arthus, Le Mariage. 399 Tu m’appartiens ainsi que l’aurore à la plaine Autour de toi ma vie est une chaude laine Où tes membres frileux poussent dans le secret. Ô toi que je cajole avec crainte dans l’ouate Petite âme en bourgeon attachée à ma fleur 400 D’un morceau de mon coeur je façonne ton coeur O mon fruit cotonneux, petite bouche moite. Já disse que certos antifeministas se indignavam em nome da natureza e da Bíblia por pretenderem suprimir os sofrimentos do parto; tais sofrimentos seriam uma das fontes do “instinto ” materno. H. Deutsch parece seduzida por essa opinião; quando a mãe não sentiu o trabalho do parto, não reconhece profundamente o filho como seu no momento em que lhe apresentam, diz ela; entretanto reconhece que o mesmo sentimento de vazio e estranheza se


encontra também nas parturientes que sofreram; e sustenta em seu livro que o amor materno é um sentimento, uma atitude consciente e não um instinto: que não está necessariamente ligado à gravidez; a seu ver, uma mulher pode amar maternalmente um filho adotivo, o filho que o marido teve do primeiro 401 casamento etc. Essa contradição provém evidentemente do fato de ter ela destinado a mulher ao masoquismo e de que sua tese a obriga a conceder um grande valor aos sofrimentos femininos. 402 Paciente cuja confissão, que parcialmente resumimos, foi recolhida por Stekel. Je suis la ruche sans parole Dont l’essaim est parti dans l’air Je n’apporte plus la becquée De mon sang à ton frêle corps 403 Mon être est la maison fermée 404 Dont on vient d’enlever un mort. Tu n’es plus tout à moi. Ta tetê Réfléchit déjà d’autres cieux. 405 Il est né, j’ai perdu mon jeune bien-aimé 406 Maintenant il est né, je suis seule, je sens 407 S’êpouvanter en moi le vide de mon sang... 408 Colette, On joue perdant. Colette, L’Étoile Vesper. Mansfield,Na baía. Te voilà mon petit amant Sur le grand lit de ta maman Je peux t’embrasser, te tenir, 409 Soupeser ton bel avenir; 410 Bonjour ma petite statue De sang, de joie et de chair nue, Mon petit double, mon émoi... O grifo é de Sofia Tolstoi. Ver vol. I. Há exceção para os pederastas que, precisamente, se apreendem como objetos sexuais; e também para os dândis, que deveríamos estudar em separado. Hoje, em particular, o zuitsuitismo dos negros dos Estados Unidos, que se vestem com roupas claras de corte extravagante, explica-se por motivos muito complexos.


411 Vol. I, terceira parte, cap. 1. 412 Sandor, cujo caso Krafft-Ebbing relatou, adorava as mulheres bem-vestidas, mas não “se arranjava”. 413 Em um filme, por sinal estúpido, que se passa no século passado, Bette Davis escandalizava indo ao baile com um vestido vermelho quando o branco é que é rigor até o casamento. Seu gesto era encarado como uma revolta contra a ordem estabelecida. 414 I. Keun. 415 Parece entretanto, segundo pesquisas recentes, que na França os ginásios femininos se acham hoje quase desertos; foi principalmente em 1920-1940 que 416 as francesas se entregaram à cultura física. Atualmente as dificuldades caseiras pesam demais sobre elas. 417 On joue perdant. 418 The Lovely Eva. 419 Colette, Le Képi. 420 Cf. Tolstoi, Guerra e paz. 421 Et le soleil n’est pás nommé, mais sa présence est parmi nous. 422 Stekel, A mulher frígida. 423 Cf. Les Obsessions et la psychasthénie. 424 Falo aqui do casamento. Veremos que no amor a atitude do casal é invertida. 425 Vol. I, segunda parte. 426 Marro, La Puberté. 427 Citado por Marro, La Puberté. 428 Esta narrativa foi publicada como clandestina sob o pseudônimo de Marie Thérèse; por este nome é que a designarei. 429 Les Jeunes prostituées vagabundes en prison. 430 Um tampão para adormecer os gonococos, que davam às mulheres antes da visita, de modo que o médico só deparava com uma mulher doente quando a proxeneta queria livrar-se dela. 431 432 Não é evidentemente com medidas negativas e hipócritas que se pode modificar a situação. Para que a pro stituição desapareça, são necessárias duas condições: que uma profissão decente seja assegurada a todas as mulheres; que os costumes não oponham nenhum obstáculo à liberdade do amor. É somente suprimindo as necessidades a que atende que se suprimirá a prostituição. 433 Pode ela ser tambémuma artista que, procurando agradar, invente e crie. Pode então acumular as duas funções ou ultrapassar o estádio da galantaria e 434 entrosar-se na categoria das mulheres atrizes, cantoras, dançarinas etc., de que falaremos adiante. Assim como certas mulheres utilizam o casamento para alcançar certos fins, outras empregam os amantes como meios para atingir objetivos políticos, econômicos etc. Superam a situação de cortesã como as outras a de matrona. Cf. vol. I, primeira parte, cap. 1. Em agosto de 1925, uma burguesa do Norte, Mme Lefevbre, de sessenta anos, que vivia com o marido e os filhos, mata a nora grávida de seis meses durante uma viagem de automóvel, enquanto o filho dirigia. Condenada à morte, perdoada, terminou a vida numa casa de correção sem manifestar nenhum remorso; pensava ter sido aprovada por Deus quando matou a nora “como se arranca erva daninha, coisa que não presta, como se mata uma fera”. Dessa selvageria dava como única explicação ter-lhe dito um dia a jovem mulher: “Você me tem agora, portanto será preciso contar comigo.” Foi quando suspeitou da gravidez da nora que comprou um revólver, a pretexto de se defender contra os ladrões. Depois da menopausa apegara-se desesperadamente à maternidade; durante 12 anos sentira incômodos que exprimiam simbolicamente uma gravidez imaginária.


435 Kafka, As armas da cidade. 436 Wyllie, Generation of Vipers. 437 Cf. J.-P. Sartre. Les Mains sales. “Hoederer: São cabeçudas, compreendes, recebem as ideias prontas, acreditam então nelas como no bom Deus. Somos nós que fazemos as ideias e conhecemos os segredos da cozinha; nunca estamos inteiramente convencidos de ter razão.” 438 “À passagem do general, o público era principalmente composto de mulheres e crianças” (Dos jornais, a propósito da viagem à Savoia, em setembro de 1948). “Os homens aplaudiram o discurso do general, mas as mulheres distinguiam-se pelo entusiasmo. Observava-se que algumas estavam literalmente em 439 êxtase, valorizando particularmente quase todas as palavras e aplaudindo, gritando com tal fervor que seus rostos como se tingiam de vermelho-papoula.” (Aux Écoutes, 11 de abril de 1947). Cf. Gide, Journal. “Créuse ou a mulher de Lot: uma se retarda, a outra olha para trás, o que é uma maneira de se retardar. Não há maior grito de paixão do que este: Et Phèdre, au Labyrinthe avec vous descendue 440 Se serait avec vous retrouvée ou perdue. 441 Mas a paixão cega-a; ao fim de alguns passos, em verdade, ela teria se sentado, ou teria querido voltar atrás — ou, enfim, se teria feito carregar.” 442 Assim é que a atitude das mulheres do proletariado mudou profundamente num século; durante as últimas greves nas minas do Norte, em particular, elas deram provas de tanta paixão e energia quanto os homens, participando de manifestações e lutando ao lado deles. 443 Ver Halbwachs, Les Causes du suicide. 444 “Todas com esse arzinho delicado de santa de pau oco, acumulado por todo um passado de escravidão, sem outra arma de salvação e ganha-pão senão esse ar sedutor involuntário que aguarda a hora propícia.” (Jules Laforgue.) 445 446 Entre um punhado de textos, citarei estas linhas de Mabel Dodge, em que a passagem a uma visão global do mundo não se a cha explícita mas é claramente sugerida. “Era um dia calmo de outono, todo ouro e púrpura, Frieda e eu escolhíamos frutas e estávamos sentadas no chão, com as maçãs vermelhas empilhadas ao redor de nós. Tínhamos parado um momento. O sol e a terra fecunda aqueciam-nos e perfumavam-nos, e as maçãs eram sinais vivos de plenitude, de paz e abundância. A terra transbordava uma seiva que corria também nas nossas veias e nos sentíamos alegres, indomáveis e 447 carregadas de riquezas como os pomares. Por um minuto estávamos unidas nesse sentimento que as mulheres têm por vezes de ser perf eitas, de se bastar inteiramente a si mesmas, e que provinha de nossa saúde rica e feliz.” 448 Cf. Helen Deutsch, Psychology of Women. 449 La Psychanalyse. Em sua infância, Irene gostava de urinar como os meninos; via-se muitas vezes em sonho sob a forma de uma ondina, o que confirma as ideias de Havelock Ellis acerca da relação entre o narcisismo e o que chama “ondinismo”, isto é, certo erotismo urinário. 450 Stekel, A mulher frígida. 451 Ferdière, L’Erotomanie. 452 Os grifos são de Nietzsche. 453 Je me sens dans tes bras si petite, si petite, ô mon amour... Janet, Les Obsessions et la psychasthénie. M. Webb, O peso das sombras. Duncan, Minha vida. Cf., entre outras obras, O amante de Lady Chatterley. Pelapalavra de Mellors, Lawrence exprime seu horror às mulheres que fazem dele um instrumento de prazer.


454 Essa é, entre outras, a tese de H. Deutsch, Psychology of Women. 455 Cf. Sartre, L’Être et le néant. 456 O fato de Albertine ser um Albert não modifica nada; aqui a atitude de Proust é, em todo caso, uma atitude viril. 457 Je hais les dormeurs. 458 Nietzsche, Gaia ciência. 459 Que tentamos indicar em Pyrrhus et Cinéas. 460 É diferente o caso quando a mulher encontra sua autonomia no casamento; então o amor entre os cônjuges pode ser uma livre troca de dois seres que se bastam. 461 Fanny Hurst, Back Street. 462 463 R. Lehman, Intempéries. 464 Personagem ridículo de Courteline. (N.T.) 465 É o que ressalta, entre outras coisas, da obra de Lagache, Nature et formes de la jalousie. 466 De Dominique Rollin. 467 No dizer de Isadora Duncan. 468 Ver vol. I. 469 “As lágrimas queimavam-lhe as faces a ponto de ter de banhá-las com água fria”, conta um de seus biógrafos. 470 Com Catarina de Siena, as preocupações teológicas conservam entretanto muita importância. É ela, também, um tipo assaz viril. 471 Madame Guyon. 472 Disse, no vol. I, quanto tais cuidados são pesados para a mulher que trabalha fora de casa. 473 Cuja condição examinamos no vol. I 474 O autor — cujo nome esqueci, esquecimento que não me parece urgente reparar — explica longamente como eles poderiam ser educados para satisfazer 475 qualquer cliente, que gênero de vida seria preciso impor-lhes etc. Esse sentimento contrapõe-se ao que indicamos na moça, só que ela acaba resignando-se a seu destino. 476 Vimos no vol. I, primeira parte, cap. 1, que há certa verdade nessa opinião. Mas não é precisamente no momento do desejo que se manifesta essa 477 assimetria; é na procriação. No desejo, a mulher e o homem assumem identicamente sua função natural. Parece que a vida de Clara e Roberto Schumann tenha sido durante algum tempo um êxito desse tipo. 478 Isto é, não somente segundo os mesmos métodos, mas dentro do mesmo clima, o que é hoje impossível, apesar de esforços do educador. 479 Mulher intelectualizada e pedante. (N.T.) Carta a Pierre Desmeny, 15 de maio de 1871.


480 In vino veritas. Diz também: “A galanteria cabe — essencialmente — à mulher e o fato de a aceitar sem hesitação explica-se pela solicitude da natureza pelo mais fraco, pelo ser desfavorecido e para o qual uma ilusão significa mais do que uma compensação. Mas essa ilusão lhe é precisamente fatal... Sentir- se libertado da miséria graças a uma imaginação, ser ludibriado por uma imaginação, não será uma zombaria ainda mais profunda?... A mulher está longe de ser Verwahrlos (abandonada), mas em outro sentido ela o é, porquanto nunca pode libertar-se da ilusão de que se serviu a natureza para a consolar.” 481 O fato de certos ofícios demasiado duros lhes serem vedados não contradiz esse projeto: mesmo entre os homens procura-se cada vez mais realizar uma 482 adaptação profissional; suas capacidades físicas e intelectuais limitam suas possibilidades de escolha; o que se pede em todo caso é que nenhuma fronteira de sexo ou casta seja traçada. 483 Conheço um menino de oito anos que vive com uma mãe, uma tia, uma avó, todas independentes e ativas e um avô semi-impotente . Tem ele um “complexo de inferioridade” esmagador em relação ao sexo feminino, embora a mãe se esforce por combatê-lo. No colégio despreza colegas e professores porque são uns pobres machos. Oeuvres philosophiques; tomo VI. O grifo é de Marx.